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quarta-feira, 8 de setembro de 2010

Escova progressiva sem formol

Sabia que você pode ter cabelos lisos sem depender desse componente do mal?

Moça de cabelão
Desde que a escova progressiva com formol foi proibida pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), muitas adeptas se sentiram meio órfãs e para manter o look insistiram no método. É claro que tiveram de recorrer a “infratores”, leia-se profissionais que continuaram fazendo a progressiva original, aquela que leva formol. No entanto, a indústria cosmética, atenta aos pedidos incessantes das consumidoras, desenvolveu produtos capazes de mudar o desenho natural dos fios sem danificá-los e com princípios ativos que não põem em risco a saúde. Aldeni Ribeiro, do salão Franck Provost, e Evandro Ângelo, do EV Salão, que já trabalham com as novidades, contam todos os detalhes dos dois novos métodos que dispensam formol.

Alisa, tira volume e doma cachos

• O método: Amaciamento Progressivo Nutri Straight Q8.,

• O que é e como age: o produto tem como principal componente a amônia, substância que, em contato com os fios, consegue amolecê-los, deixando-os prontos para uma nova modelagem. No caso, o alisamento. O líquido neutralizante, indispensável após qualquer química, possui formulação rica em proteínas, nutrindo o fio e garantindo que ele fique macio, brilhante e com balanço natural.

• Indicação: todos os tipos de cabelos, menos o afro.

• Diferencial: há versões do tratamento atendendo às características de cada tipo de cabelo: danificado, colorido e natural. No cabelo colorido, é aplicada a versão do produto com efeito iluminador, especial para a manutenção do brilho da coloração; já no danificado, usa-se a versão do produto que funciona como repositor de queratina para recuperar a saúde dos fios. Ele também pode ser usado apenas para tirar o volume ou disciplinar os cachos mais rebeldes.

• Passo a passo: após a lavagem com xampu de limpeza profunda, a umidade excessiva dos fios é retirada com o secador. Aplica-se o produto indicado por todo o cabelo, que deve ficar no vapor de 10 a 20 minutos, dependendo do cacheado e do volume. Ele é enxaguado antes de receber o neutralizante – para reequilibrar a estrutura (que vai agir por 20 minutos). Novo enxágue e, para finalizar, é hora da escova e da chapa. Os fios já estarão lisos.

• Resultado: “Todo tratamento, como esse, que não desestrutura o fio, precisa de mais de uma aplicação para o resultado esperado. Se a questão for apenas volume excessivo, o problema fica resolvido logo na primeira aplicação. Já quando a intenção é se livrar completamente dos cachos, é preciso pelo menos mais uma aplicação”, explica Aldeni Ribeiro.

• Cuidados: lavagem apenas após 48 horas da aplicação. Também fica proibido prender o cabelo – mesmo com elástico macio ou fivelas pequenas.

• Durabilidade: três meses até que o cabelo volte à estrutura original.

• Preço: de 300 a 400 reais, em média. O retoque é dispensável porque o efeito vai saindo aos poucos (naturalmente) dos fios.

Liso em uma única sessão

• O método: X-Tenso Progressivo, L’ Oréal Professionnel

• O que é e como age: produto à base de tioglicolato de amônia (um princípio ativo que serve para amolecer a fibra capilar, deixando-a maleável para ser moldada), desenvolvido com a chamada “tecnologia autocontrole catiônico”. Em linguagem leiga, isso quer dizer que é capaz de preservar as estruturas de queratina enquanto alisa, mantendo o cabelo saudável.

• Indicação: qualquer tipo de cabelo, inclusive o afro.

• Diferencial: o cabelo se mantém forte e íntegro durante todas as etapas do serviço. Há também versões do produto para fios sensibilizados (com química anterior ou coloração); finos ou resistentes (muito crespos). Por ser ativado pelo calor, se você usar o secador em casa o efeito fica ainda mais bonito. Se deixar secar ao natural, ele não fica superliso, mas perde o volume.
• Passo a passo: o cabelo é lavado com xampu de limpeza profunda para abrir as cutículas. Aplica-se o creme de tioglicolato por toda a cabeleira, espalhando mecha por mecha. Uma pausa de 20 minutos dá o tempo para o produto agir. O cabelo é enxaguado e seco com secador (sem fazer escova). Passa-se a chapa de porcelana (com temperatura controlada pelo profissional), da raiz às pontas. Aplica-se um neutralizante líquido, mecha por mecha, mantendo cada uma delas bem esticada. Há uma nova pausa de 15 minutos. O cabelo é enxaguado e seco com secador (não é preciso fazer escova ou usar a chapinha). Os fios já estarão lisos.

• Resultado: fios lisos e brilhantes logo após a aplicação.

• Cuidados: a primeira lavada tem de ser depois de 48 horas. Além disso, durante esse período, não se pode pegar chuva, prender o cabelo ou usar tintura metálica (aquela que tem alumínio ou outros minerais na fórmula). Os fios precisam de produtos específicos para cabelo alisado ou quimicamente tratado, que cuidam da reposição de nutrientes perdidos durante o processo como ceramidas. “Além de servirem como tratamento, eles mantêm o efeito alisado por mais tempo”, conta Evandro Ângelo.

• Durabilidade: o resultado dura até que a raiz comece a aparecer. Daí é a vez dos retoques

• Preço: de 300 a 800 reais; o retoque custa cerca de 30% do valor total do tratamento.

Diga não ao formol

Sim, há salões que ainda oferecem a antiga versão da escova progressiva – e, pior, clientes que ignoram os riscos e continuam dispostas a tudo para alisar os fios. Há dois bons motivos para você repensar. Em primeiro lugar, dermatologistas, químicos e hairstylists são unânimes: a técnica é perigosa. E, agora, já temos à disposição técnicas sem formol.

A escova progressiva com formol está proibida? Vários salões fazem...


Sim. Quem faz está agindo contra a lei. Desde maio do ano passado, a Associação Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) proibiu esse tratamento por utilizar o formol, um componente altamente tóxico para o organismo. A quantidade máxima (e segura) permitida em formulações cosméticas é de 0,2%, dosagem insuficiente para produzir um alisamento nos fios. “Para deixar o cabelo crespo liso, só usando uma quantidade muito acima do permitido o que significa colocar a saúde em risco”, diz o dermatologista Valcinir Bedin, do Instituto de Pesquisa e Tratamento do Cabelo e da Pele, em São Paulo.

Será que faz mal mesmo?


Sim. “O uso do formol além do limite descrito acima pode provocar irritação nos olhos, nas narinas, dor de cabeça, irritação e feridas no couro cabeludo e na pele do rosto que entrar em contato com ele, intoxicação e problemas respiratórios. As repetições só agravam o problema: podem ocorrer lesões na córnea, insuficiência respiratória, além da queda de fios”, alerta a dermatologista Claudia Marçal, de Campinas (SP).

O que é, afinal, o formol?

“Também conhecido como formalina, é um líquido incolor tóxico, de cheiro forte e característico, obtido a partir da dissolução do gás formaldeído. Vale lembrar que ele é irritante e, por isso mesmo, tem seu uso indicado apenas em produtos que não entrem em contato direto com a pele. É empregado na assepsia de material cirúrgico em geral e para preservar cadáveres por ter ação bactericida e antisséptica”, explica o engenheiro químico, especialista em compostos químicos para indústria, Alexandre Barbagallo, de São Paulo.

Se é tão agressivo, por que o cabelo fica tão lindo depois da aplicação?


Porque para compensar a ação danosa do formol na camada interna dos fios (o recheio), a técnica inclui aplicações de altas doses de queratina concentrada. “Ela forma um tipo de filme que encapa os fios, deixando-os perfeitos do lado de fora e vazios do lado de dentro. Após algumas aplicações sucessivas, o cabelo fica sensível, partindo até com uma simples escovação”, conta Evandro Angelo, hairstylist do salão EV, em São Paulo.

Mas os fios não se recuperam rapidinho se eu deixar de fazer?


Mais ou menos. “O cabelo novo cresce saudável, mas o que foi danificado pela ação do formol fica fragilizado e quebradiço. Por isso mesmo são indicadas sessões regulares de reconstrução com queratina para recondicionar o fio que foi, de certa forma, esvaziado”, explica Aldeni Ribeiro, hairstylist do salão Franck Provost, em São Paulo.

Se o formol estragar o meu cabelo, eu tento outro alisamento e pronto.


Infelizmente não é bem assim. Dependendo do estado do cabelo, ele pode não aguentar outra química forte e entrar em processo de enfraquecimento severo e queda. Além disso, nem todos os princípios ativos são compatíveis entre si. Só após uma análise minuciosa e um teste de mecha, ambos feitos por um profissional especializado, é que outra técnica poderá ser aplicada.

E fazer em casa? Uma amiga minha tem uma receitinha fácil com formol...


Esqueça a ideia! Para começar, a venda de formol em farmácias é proibida. Pense bem: se feita por um profissional que estudou a fundo cabelos e afins, a manipulação da substância já é perigosa, imagine fazê-la em casa, sem o mínimo de cuidado e conhecimento.

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

Relaxamento x Escova Progressiva: qual o melhor para o seu cabelo?

Relaxamento x Escova Progressiva qual o melhor par

Com a moda dos cabelos lisos, cada dia mais inventam algum produto ou processo para que a chapinha seja deixada de lado e a facilidade dos fios lisos seja permanente. Os mais conhecidos entre esses métodos são o relaxamento e a escova progressiva. Se você está pensando em alisar definitivamente os seus cachos, pode ser que um desses dois procedimentos seja para você.

Segundo a hairstylist Sonia Nesi, do Studio de Beleza Sonia Nesi, no Rio de Janeiro, cada processo tem uma característica bem distinta com relação ao tratamento dado ao fio. "O relaxamento é uma química de transformação do fio. Ele trata mais, tira o volume e acaba com o frizz", explica a profissional. "Já aprogressiva é uma química de fechamento do fio temporário. Mas, danifica mais o fio em relação ao relaxamento", completa.

Sonia também explica: "A progressiva não é alisamento. Ela age fechando as cutículas, funciona externamente apenas. O que alisa mesmo é hidróxido de cálcio, hidróxido de guanidina, tioglicolato. Tem que ser químico. As defrisagens químicas são as mais aconselháveis desde que seja feita por uma boa marca (indica Wella e L'Óreal - elas tem o tioglicolato da melhor qualidade e o hidróxido). Produto bom na mão de um mau profissional é ruim. E produto ruim na mão de um bom profissional pode se tornar bom. Indico o relaxamento para quem quer alisar mesmo. Um cabelo elétrico, que tem muito volume, mas não é crespo, deve ser tratado antes pra depois usar um tipo de escova progressiva. Uso sempre um pré químico da Essenziale antes do relaxamento. Acho esse procedimento mais leve do que a progressiva porque tem como fazer um relaxamento mais leve. Tem níveis de acordo com a necessidade e o tipo de fio: vai do leve ao mais forte", conta.

Tendo ações diferentes, cada procedimento funciona melhor para diferentes tipos de cabelo. Sonia afirma que, se a sua intenção é apenas diminuir o volume e domar os fios rebeldes, a melhor opção ainda é o relaxamento. Mas, se o seu cabelo é extremamente cacheado, crespo ou volumoso demais, a progressiva tem um poder bem mais eficiente. "Porém, deve ser feita só duas vezes no ano", ressalta Sonia. "Quem desrespeita e faz diversas vezes no ano, pode causar séria queda de cabelo. Os fios enfraquecem e quebram", alerta a cabeleireira. "Já o relaxamento não oferece danos, pois não agride o fio como pode acontecer na progressiva".

Sonia diz que, se usado um bom produto (uma boa química), o relaxamento consegue ser menos agressivo que a escova progressiva. "A maioria das escovas progressivas tem formol e nada é pior que isso para o cabelo. Acima de tudo, o profissional tem que conhecer o cabelo, porque cada caso é um caso. Se pega um cabelo fininho e fraco e coloca um produto errado, vai prejudicar", alerta.

Antes de bater o martelo na sua decisão, escolha um profissional qualificado para aplicar o produto.

Por Tissiane Vicentin (MBPress)

Tire suas dúvidas sobre Escova Progressiva

Ainda existem muitas dúvidas em relação à escova progressiva. A principal delas está no uso do formol, substância apontada como tóxica pelo Instituto Nacional do Câncer. Segundo informação divulgada pela Anvisa, ‘os vapores do formol são altamente agressivos às mucosas, olhos e aparelhos respiratórios’.

Além disso, seu uso excessivo pode causar irritações na pele.

No Rio de Janeiro, a Vigilância Sanitária já recebeu denúncias de vários salões que estariam produzindo clandestinamente o material necessário para a escova progressiva.

Telma Piacesi, técnica da Vigilância Sanitária do Rio de Janeiro, comprovou o uso de alisantescaseiros, não sendo fabricados por nenhum laboratório. "Confirmamos que nos próprios salões as pessoas estavam misturando formol, queratina e cremes, e aplicando nas clientes", afirma.

Somente no Rio de Janeiro, dois salões de beleza foram interditados e outros 36 multados pelo uso inadequado do produto. Como recomendação, a Anvisa sugere que as clientes dos salões de beleza verifiquem se o produto a ser usado tem registro no órgão.


Outro lado

Apesar das medidas tomadas pela Vigilância Sanitária, algumas mulheres parecem não acreditar nos riscos. A cabeleireira Zenaide Widmel testou a técnica nela mesma antes de aplicar nas clientes e garante que nunca teve problemas.

"Antes de colocar a escova progressiva no ‘menu de serviços’ do salão, testei a técnica em mim mesma e nada ocorreu. A maioria das minhas clientes aderiu à técnica e a procura cresce a cada dia", conta a profissional.

Para a dermatologista Edileia Bagatin, da Universidade Federal de São Paulo, o formolpode causar irritação, mas não é cancerígeno. "Eu me informei e consultei médicos patologistas que estão há anos no mercado e trabalham diretamente com o produto em cadáveres e todos os tipos de órgãos. Eles me garantiram: o formol causa irritação à pele, com vermelhidão ou alergias, mas não causa câncer", explica.

Adepta do processo, a jornalista Carolina Monteiro, 22 anos, conta que chegou a ter receio, mas que não sofreu nenhum tipo de problema. "Só depois que fiz soube da utilização do formol. Fiquei muito preocupada e com medo do meu cabelo cair ou ficar fraco, mas não aconteceu isso. Já faz três meses que fiz e não tive nenhuma reação", explica.

Apesar de ter gostado do resultado, Carolina, que pagou R$ 80 pela escova, diz que tentaria um novo processo em outra oportunidade. "Gostei muito (do resultado) e faria novamente, mas procuraria outro método de alisamento que não tenha formol".

Quer ver como fica o seu visual com outros cortes de cabelo? Conheça o Simulador de Beleza do Vila Batom!

Fonte - MBPress

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